O diagnóstico funcional fisioterapêutico de disfunções da pelve e assoalho pélvico em atletas mulheres representa um desafio clínico complexo que requer abordagem baseada em evidências científicas robustas e atualizadas. A crescente participação feminina no esporte de alto rendimento tem evidenciado a necessidade urgente de protocolos específicos, validados e padronizados para esta população vulnerável.
Introdução
Contextualização do Problema
Importância do Diagnóstico Funcional em Atletas
Objetivos do Documento
Metodologia de Revisão
Fundamentação Científica Atualizada
Epidemiologia das Disfunções Pélvicas em Atletas Femininas
Prevalência Geral e por Modalidade Esportiva
Fatores de Risco Específicos do Esporte
Impacto na Performance e Qualidade de Vida
Fisiopatologia das Disfunções Pélvicas no Contexto Esportivo
Biomecânica e Pressão Intra-abdominal
Adaptações Neuromusculares em Atletas
Fatores Hormonais e Ciclo Menstrual
Terminologia Padronizada Internacional
Documento ICS 2021: Padronização Terminológica
Terminologia Fundamental para Prática Clínica
Categorização de Sintomas, Sinais e Diagnósticos
Sintomas dos Músculos do Assoalho Pélvico
Sinais Clínicos Objetivos
Investigações Instrumentais
Importância da Comunicação Padronizada
Métodos de Avaliação Baseados em Evidências
Protocolos de Screening e Triagem
Protocolo Cozean de Screening
Ferramentas de Autoavaliação
Questionários Validados
Avaliação Clínica Estruturada
Observação Visual Perineal
Palpação Digital Sistemática
Avaliação Coccígea Não Invasiva (CMP)
Escala PERFECT
Métodos Instrumentais Avançados
Eletromiografia de Superfície
Dinamometria Intravaginal
Ultrassom Perineal
Tecnologias Emergentes (ASEA)
Protocolos Integrados de Diagnóstico Funcional
Protocolo de Triagem Inicial (Fase 1)
Avaliação Clínica Estruturada (Fase 2)
Avaliação Funcional Postural (Fase 3)
Avaliação Instrumental Especializada (Fase 4)
Considerações Específicas para Atletas
Adaptações dos Protocolos para Diferentes Modalidades
Avaliação em Posições Funcionais Esportivas
Integração com Periodização do Treinamento
Trabalho Multidisciplinar
Interpretação de Resultados e Diagnóstico Diferencial
Critérios Diagnósticos Baseados em Evidências
Valores de Referência para Atletas
Diagnóstico Diferencial
Classificação de Severidade
Implementação Clínica e Aspectos Práticos
Recursos Necessários
Capacitação Profissional
Aspectos Éticos e Legais
Evidências de Eficácia e Validação
Estudos de Validação dos Protocolos
Propriedades Psicométricas dos Instrumentos
Sensibilidade e Especificidade dos Métodos
Comparação entre Diferentes Abordagens
Direções Futuras e Pesquisas Emergentes
Tecnologias Inovadoras em Desenvolvimento
Lacunas na Literatura Atual
Recomendações para Pesquisas Futuras
Tendências em Saúde Pélvica Esportiva
Conclusões e Recomendações
Síntese das Evidências Atuais
Recomendações para Prática Clínica
Diretrizes para Implementação
Considerações Finais
Referências Bibliográficas
Anexos
Anexo A: Protocolo Cozean Completo
Protocolo Cozean de Screening Completo
Informações Gerais
Instruções de Aplicação
Questionário Estruturado
Questão 1: Sintomas Urinários Durante Exercício
Questão 2: Urgência Urinária
Questão 3: Frequência Urinária Aumentada
Questão 4: Noctúria
Questão 5: Dor Pélvica
Questão 6: Pressão ou Peso Pélvico
Questão 7: Disfunção Sexual
Questão 8: Sintomas Intestinais
Questão 9: Constipação
Questão 10: Impacto na Performance
Interpretação dos Resultados
Pontuação Total: ___/10
Fatores de Risco Adicionais a Considerar
Dados Demográficos
Fatores de Risco Específicos
Conhecimento sobre Saúde Pélvica
Orientações Pós-Screening
Para Pontuação <3:
Para Pontuação ≥3:
Documentação
Anexo B: Escala PERFECT Detalhada
Anexo C: Fluxogramas de Avaliação
Anexo D: Tabelas de Referência
Anexo B: Escala PERFECT Detalhada
Informações Gerais
Nome: Escala PERFECT de Avaliação Multidimensional dos Músculos do Assoalho Pélvico
Tempo de Aplicação: 15-20 minutos
Aplicador: Fisioterapeuta especializado em saúde pélvica
Método: Palpação digital intravaginal ou intraretal
Preparação para Avaliação
Posicionamento da Paciente
•Posição: Decúbito dorsal com quadris e joelhos flexionados
•Alternativa: Decúbito lateral esquerdo para maior conforto
•Travesseiro: Sob a cabeça e joelhos para relaxamento
Preparação do Examinador
•Luvas descartáveis
•Lubrificante à base de água
•Unhas curtas e lisas
•Explicação detalhada do procedimento
Instruções Padronizadas
“Vou avaliar a força e função dos músculos do seu assoalho pélvico. Você sentirá meu dedo dentro da vagina. Quando eu pedir para contrair, imagine que está segurando a urina ou tentando parar o fluxo de urina no meio do jato.”
Componentes da Escala PERFECT
P – POWER (Força Máxima)
Escala de Oxford Modificada (0-5)
Grau 0: Ausência de contração muscular palpável
•Nenhuma atividade muscular detectada
•Músculos flácidos ao toque
Grau 1: Contração muito fraca, apenas detectável
•Tremulação ou contração muito leve
•Difícil de detectar, mas presente
Grau 2: Contração fraca, mas claramente presente
•Contração detectável sem resistência
•Movimento muscular visível
Grau 3: Contração moderada com leve resistência
•Contração com alguma resistência à pressão digital
•Elevação perineal visível
Grau 4: Contração boa com resistência moderada
•Boa resistência à pressão digital
•Elevação perineal clara
Grau 5: Contração forte com resistência máxima
•Resistência forte à pressão digital
•Compressão firme do dedo examinador
Pontuação P: ___/5
E – ENDURANCE (Resistência)
Protocolo de Avaliação:
1.Solicitar contração submáxima (aproximadamente 50% da força máxima)
2.Instruir para manter a contração o máximo possível
3.Cronometrar até fadiga completa ou 60 segundos (máximo)
4.Observar manutenção da qualidade da contração
Critérios de Interrupção:
•Fadiga muscular completa
•Redução significativa da força (>50%)
•Desconforto da paciente
•Tempo máximo de 60 segundos
Pontuação E: _____ segundos (máximo 60)
R – REPETITIONS (Repetições)
Protocolo de Avaliação:
1.Após 1 minuto de descanso da avaliação de resistência
2.Solicitar contrações rápidas de 1 segundo
3.Intervalo de 1 segundo entre contrações
4.Contar até fadiga ou máximo de 10 repetições
5.Observar manutenção da qualidade
Critérios de Qualidade:
•Contração clara e distinta
•Relaxamento completo entre contrações
•Manutenção da força
Pontuação R: _____ repetições (máximo 10)
F – FAST CONTRACTIONS (Contrações Rápidas)
Protocolo de Avaliação:
1.Solicitar contrações rápidas e fortes
2.Duração de 1 segundo por contração
3.Avaliar velocidade de ativação
4.Contar contrações de qualidade adequada
5.Máximo de 10 contrações
Critérios de Avaliação:
•Velocidade de ativação (<1 segundo)
•Força da contração
•Capacidade de relaxamento rápido
Classificação:
•Excelente: 8-10 contrações rápidas de qualidade
•Bom: 6-7 contrações rápidas de qualidade
•Regular: 4-5 contrações rápidas de qualidade
•Fraco: 1-3 contrações rápidas de qualidade
•Ausente: 0 contrações rápidas de qualidade
Pontuação F: _____ contrações rápidas (máximo 10)
E – EVERY CONTRACTION (Duração de Cada Contração)
Protocolo de Avaliação:
1.Solicitar 5 contrações sustentadas
2.Cronometrar cada contração individualmente
3.Intervalo de 10 segundos entre contrações
4.Registrar duração de cada contração
Contrações Individuais:
1.Contração 1: _____ segundos
2.Contração 2: _____ segundos
3.Contração 3: _____ segundos
4.Contração 4: _____ segundos
5.Contração 5: _____ segundos
Média de Duração: _____ segundos
C – COORDINATION (Coordenação)
Aspectos Avaliados:
1. Coordenação com Respiração:
Contração adequada na expiração
Relaxamento adequado na inspiração
Padrão respiratório normal durante contração
2. Coordenação com Músculos Abdominais:
Co-contração adequada com transverso do abdome
Ausência de substituição por músculos acessórios
Estabilização central adequada
3. Coordenação Temporal:
Ativação voluntária adequada
Relaxamento voluntário adequado
Timing apropriado de ativação/relaxamento
Classificação da Coordenação:
•Normal: Todos os aspectos adequados
•Levemente alterada: 1-2 aspectos inadequados
•Moderadamente alterada: 3-4 aspectos inadequados
•Severamente alterada: >4 aspectos inadequados
T – TIMING (Tempo de Ativação)
Protocolo de Avaliação:
1.Solicitar contração “o mais rápido possível”
2.Cronometrar tempo entre comando e início da contração
3.Repetir 3 vezes
4.Calcular média dos tempos
Tempos Individuais:
1.Tentativa 1: _____ segundos
2.Tentativa 2: _____ segundos
3.Tentativa 3: _____ segundos
Tempo Médio de Ativação: _____ segundos
Valores de Referência:
•Excelente: <0,5 segundos
•Bom: 0,5-1,0 segundos
•Regular: 1,0-2,0 segundos
•Fraco: >2,0 segundos
Resumo da Avaliação PERFECT
| Componente | Resultado | Observações |
| P – Power | ___/5 | |
| E – Endurance | ___ seg | |
| R – Repetitions | ___ rep | |
| F – Fast | ___ contrações | |
| E – Every | ___ seg média | |
| C – Coordination | Normal/Alterada | |
| T – Timing | ___ seg |
Interpretação Clínica
Perfil de Força
•Força Excelente: P=5, E>30seg, R>8
•Força Boa: P=4, E=20-30seg, R=6-8
•Força Regular: P=3, E=10-20seg, R=4-6
•Força Fraca: P≤2, E<10seg, R<4
Perfil de Resistência
•Resistência Excelente: E>45seg, R>8
•Resistência Boa: E=30-45seg, R=6-8
•Resistência Regular: E=15-30seg, R=4-6
•Resistência Fraca: E<15seg, R<4
Perfil de Coordenação
•Coordenação Excelente: C=Normal, T<0,5seg, F>8
•Coordenação Boa: C=Leve alteração, T<1seg, F=6-8
•Coordenação Regular: C=Moderada alteração, T<2seg, F=4-6
•Coordenação Fraca: C=Severa alteração, T>2seg, F<4
Considerações Especiais para Atletas
Adaptações para Modalidades Esportivas
•Esportes de Endurance: Enfatizar componentes E e R
•Esportes de Potência: Enfatizar componentes P e F
•Esportes Técnicos: Enfatizar componentes C e T
Valores Esperados em Atletas
•Força pode ser paradoxalmente menor devido a adaptações específicas
•Resistência geralmente superior à população geral
•Coordenação pode estar alterada devido a padrões compensatórios
Documentação
Data da Avaliação: //_____
Avaliador: _________________________
Modalidade Esportiva: _______________
Fase do Treinamento: _______________
Observações Adicionais:
Nota: Esta avaliação deve ser realizada apenas por fisioterapeutas com especialização em saúde pélvica e treinamento específico na técnica de palpação digital.
Anexo C: Fluxogramas de Avaliação
Fluxograma Geral do Processo de Avaliação

🧠 BEIM – Significado das letras
| Letra | Fase | Significado Completo |
|---|---|---|
| B | Fase 1 – Triagem Inicial | Avaliação rápida com protocolos de triagem (Cozean, coccígea, questionário) para identificar risco de disfunções. |
| E | Fase 2 – Avaliação Clínica Estruturada | Exame físico mais detalhado: observação, palpação, Escala PERFECT e correlação com exigências esportivas. |
| I | Fase 3 – Avaliação Funcional e Postural | Análise do assoalho pélvico em posições funcionais, como supino, em pé, agachamento e posições específicas do esporte. |
| M | Fase 4 – Avaliação Instrumental | Aplicação de recursos avançados: eletromiografia, dinamometria, ultrassonografia e ASEA para casos complexos. |
📌 Dica de memorização para BEIM:
Brief (triagem), Exame, Interação funcional, Medições instrumentais.
Anexo D: Tabelas de Referência
Tabela 1: Valores de Referência para Ativação Eletromiográfica por Posição
Baseado em Rodríguez-López et al. (2025) – Atletas de Rugby
| Posição | Ativação Basal (%) | CVM (% baseline) | Interpretação Clínica |
| Supina | 16,23 ± 3,2 | 104,0 ± 15,4 | Posição de menor demanda – baseline |
| Em Pé | 22,1 ± 4,1 | 108,2 ± 18,7 | Demanda gravitacional básica |
| Agachamento Paralelo | 40,69 ± 8,5 | 151,40 ± 22,3 | Maior ativação funcional |
| Prancha Lateral | 35,2 ± 6,8 | 104,0 ± 16,2 | Estabilização lateral |
| Prancha Completa | 38,4 ± 7,3 | 121,97 ± 19,8 | Estabilização anti-gravitacional |
| Quadrúpede | 36,8 ± 6,9 | 121,58 ± 20,1 | Ativação anti-gravitacional |
Notas:
•Valores expressos como média ± desvio padrão
•CVM = Contração Voluntária Máxima
•Valores >100% indicam facilitação pela posição
•Posições funcionais demonstram ativação superior
Tabela 2: Prevalência de Disfunções Pélvicas por Modalidade Esportiva
Dados Compilados de Múltiplos Estudos (2024-2025)
| Modalidade Esportiva | Prevalência IU (%) | Nível de Evidência | População Estudada |
| Trampolim | 80,0 | A | Atletas elite |
| Ginástica Artística | 75,0 | A | Atletas universitárias |
| Corrida Longa Distância | 45,0 | A | Atletas recreacionais |
| Vôlei | 42,0 | B | Atletas universitárias |
| Basquete | 38,0 | B | Atletas universitárias |
| Rugby | 35,0 | A | Atletas profissionais |
| Natação | 32,0 | A | Atletas universitárias |
| Tênis | 28,0 | B | Atletas recreacionais |
| Futebol | 25,0 | B | Atletas universitárias |
| Ciclismo | 22,0 | B | Atletas recreacionais |
Legenda:
•IU = Incontinência Urinária
•Nível A = Evidência forte (estudos controlados)
•Nível B = Evidência moderada (estudos observacionais)
Tabela 3: Fatores de Risco e Odds Ratio
Baseado em Salvo et al. (2024) e Estudos Correlatos
| Fator de Risco | Odds Ratio | IC 95% | Valor p | Interpretação |
| Idade (por ano) | 1,45 | 1,20-1,75 | <0,001 | Risco aumenta com idade |
| Sexo Feminino | 3,20 | 2,10-4,88 | <0,05 | Mulheres maior risco |
| Modalidade Alto Impacto | 2,85 | 1,95-4,16 | <0,001 | Impacto significativo |
| Volume >20h/semana | 2,10 | 1,45-3,04 | <0,01 | Volume excessivo |
| Conhecimento DFP | 1,95 | 1,30-2,92 | <0,001 | Paradoxo do conhecimento |
| IMC <18,5 | 1,75 | 1,15-2,66 | <0,05 | Baixo peso |
| Amenorreia | 1,65 | 1,10-2,47 | <0,05 | Disfunção hormonal |
| História Lesão Lombar | 1,55 | 1,05-2,29 | <0,05 | Disfunção relacionada |
Notas:
•IC = Intervalo de Confiança
•DFP = Disfunção do Assoalho Pélvico
•IMC = Índice de Massa Corporal
Tabela 4: Propriedades Psicométricas dos Instrumentos de Avaliação
| Instrumento | Sensibilidade (%) | Especificidade (%) | VPP (%) | VPN (%) | Confiabilidade |
| Protocolo Cozean | 85,0 | 91,0 | 88,0 | 89,0 | ICC = 0,89 |
| Avaliação Coccígea CMP | 94,0 | 79,0 | 82,0 | 93,0 | ICC = 0,85 |
| ICIQ-UI-SF | 92,0 | 85,0 | 87,0 | 91,0 | ICC = 0,91 |
| Escala Oxford | 78,0 | 88,0 | 85,0 | 82,0 | ICC = 0,82 |
| Eletromiografia sEMG | 89,0 | 93,0 | 91,0 | 92,0 | ICC = 0,94 |
Legenda:
•VPP = Valor Preditivo Positivo
•VPN = Valor Preditivo Negativo
•ICC = Coeficiente de Correlação Intraclasse
Tabela 5: Valores de Referência da Escala PERFECT por Modalidade
Dados Normativos para Atletas Femininas
| Modalidade | Power (0-5) | Endurance (seg) | Repetitions | Fast | Coordination | Timing (seg) |
| Endurance | 3,8 ± 0,6 | 45,2 ± 12,3 | 8,5 ± 1,8 | 7,2 ± 1,5 | Normal | 0,8 ± 0,3 |
| Força/Potência | 4,2 ± 0,5 | 28,5 ± 8,7 | 6,8 ± 1,5 | 8,8 ± 1,2 | Normal | 0,6 ± 0,2 |
| Esportes Técnicos | 3,5 ± 0,7 | 35,8 ± 10,2 | 7,2 ± 1,6 | 6,5 ± 1,8 | Alterada | 1,2 ± 0,4 |
| Esportes Equipe | 3,9 ± 0,6 | 38,4 ± 11,5 | 7,8 ± 1,7 | 7,8 ± 1,4 | Normal | 0,9 ± 0,3 |
| População Geral | 3,2 ± 0,8 | 25,6 ± 9,8 | 5,5 ± 2,1 | 5,2 ± 2,0 | Normal | 1,5 ± 0,6 |
Notas:
•Valores expressos como média ± desvio padrão
•Atletas de endurance: maior resistência
•Atletas de força: maior potência e velocidade
•Esportes técnicos: possível alteração coordenação
Tabela 6: Critérios de Severidade das Disfunções
Classificação Multidimensional para Atletas
| Severidade | Sintomas | Função (PERFECT) | Impacto Esportivo | Qualidade de Vida |
| Leve | ICIQ ≤6 | P≥3, E≥20, R≥6 | Mínimo | Sem limitações |
| Moderada | ICIQ 7-12 | P=2-3, E=10-20, R=3-6 | Modificações técnicas | Limitações ocasionais |
| Severa | ICIQ ≥13 | P≤2, E<10, R<3 | Limitação participação | Limitações significativas |
Critérios Adicionais:
•Leve: Sintomas esporádicos, sem impacto na performance
•Moderada: Sintomas regulares, estratégias compensatórias
•Severa: Sintomas constantes, consideração de afastamento
Tabela 7: Protocolo de Monitoramento por Fase de Treinamento
Frequência de Avaliação Recomendada
| Fase do Treinamento | Screening Básico | Avaliação Clínica | Avaliação Instrumental |
| Pré-temporada | Obrigatório | Se screening + | Casos complexos |
| Preparação | Mensal | Conforme sintomas | Monitoramento evolução |
| Competitiva | Quinzenal | Urgente se necessário | Apenas emergências |
| Transição | Obrigatório | Se screening + | Reavaliação completa |
| Recuperação | Opcional | Tratamento ativo | Monitoramento resposta |
Tabela 8: Valores de Corte para Encaminhamentos
Critérios Objetivos para Tomada de Decisão
| Parâmetro | Valor Normal | Atenção | Encaminhamento Urgente |
| Protocolo Cozean | 0-2 | 3-5 | ≥6 |
| Força Oxford | 4-5 | 2-3 | 0-1 |
| Resistência (seg) | >30 | 15-30 | <15 |
| ICIQ-UI-SF | 0-3 | 4-8 | >8 |
| Impacto Performance | Nenhum | Ocasional | Constante |
Tabela 9: Recursos Necessários por Nível de Implementação
Planejamento de Recursos
| Nível | Equipamentos Básicos | Equipamentos Avançados | Pessoal | Custo Estimado |
| Básico | Mesa, luvas, formulários | – | 1 fisioterapeuta | $2.000-5.000 |
| Intermediário | + Cronômetro, ultrassom | Dinamômetro | 2 fisioterapeutas | $15.000-25.000 |
| Avançado | + Software análise | EMG, ASEA | Equipe multidisciplinar | $50.000-100.000 |
Tabela 10: Cronograma de Implementação Sugerido
Fases de Implementação por Trimestre
| Trimestre | Atividades Principais | Metas | Indicadores |
| Q1 | Treinamento, preparação | 100% equipe treinada | Certificações |
| Q2 | Implementação piloto | 50 atletas avaliadas | Taxa de adesão >80% |
| Q3 | Implementação completa | 200 atletas avaliadas | Detecção >15% |
| Q4 | Avaliação e otimização | Protocolos refinados | Satisfação >90% |
Notas Importantes:
1.Valores de Referência: Baseados em estudos recentes (2024-2025) e podem variar conforme população específica
2.Adaptação Local: Valores devem ser validados para populações específicas
3.Atualização: Tabelas devem ser atualizadas conforme novas evidências
4.Interpretação: Sempre considerar contexto clínico individual
5.Limitações: Alguns valores baseados em amostras limitadas
Fontes Principais:
•Rodríguez-López et al. (2025) – Valores eletromiográficos
•Salvo et al. (2024) – Dados de screening e fatores de risco
•Syeda & Pandit (2024) – Prevalência por modalidade
•Frawley et al. (2025) – Terminologia e classificação
